10 Motivos para não perder o show de Tom Worrell em Santa Maria

Tom Worrell. Divulgação 
Por Márcio Grings

Depois do première com Luciano Leães + Kingsize Blues - 28/2 - (leia review AQUI), o Memorabilia Blues no Plataforma 85 (Gare da Estação Férrea, anexo ao Mercado Público) preconizou sua estreia internacional com show histórico de Wee Willie Walker - 12/3 - (leia review AQUI). Em abril, quem pisou no palco do projeto foi a cantora norte-americana Whitney Shay - 18/4 - (leia review AQUI), e no próximo dia 25, sábado, chega a vez de vermos o pianista de New Orleans Tom Worrell.   

Não que isso seja necessário, mas segue um recado final aos desavisados de plantão, pois elencamos alguns motivos para você não perder a mais essa apresentação inédita do Memorabilia Blues no Plataforma 85.

1 - O nome da noite - Tom Worrell é um dos santos protetores da música de New Orleans. Tocou e dividiu o palco com Jumpin Johnny Sansone, JMonque'D, Mem Shannon & The Wild Magnolias, Deacon John, Marva Wright, John Fohl, Shebe Kimbrough, Brother Tyrone, Walter Wolfman Washington, 101 Runners, Big Chief Monk Boudreaux, entre outros. Quando perguntado sobre a responsabilidade em propagar um dos mais importantes legados da música estadunidense, e como ele se vê dentro do espectro dessa cultura, Worrell é cuidadoso com as palavras: “É uma tradição que eu estou honrado em fazer parte, embora eu não tenha realmente escolhido representá-la, foi a música de New Orleans que me escolheu”, disse o pianista ao Memorabilia.  

Foto: Nina Reynaud
2 - O piano de New Orleans em Santa Maria - Muitos de nós provavelmente só tivemos a chance de presenciar um espetáculo desse gênero por recortes em filmes, vídeos e DVDs. Um show aos moldes do que acontece nos lendários bares de uma das cidades mais musicais do mundo, sem precisar pegar um voo internacional, só o Memorabilia Blues no Plataforma 85 pode proporcionar a você.     

3 - Nunca antes na história dessa cidade - Santa Maria já teve a oportunidade de receber diversos bluesman norte-americanos. Ao longo dos últimos 20 anos foram mais de uma dezenas deles que cruzaram por aqui, shows memoráveis continuam ocupando um lugar carinhoso em nossas lembranças. Porém, uma apresentação de blues com foco no piano e na escola de New Orleans, com dois exímios pianistas no palco? Trata-se de uma fotografia nunca antes vista em nosso imaginário local. 

Ouça "New Orleans State of Mind", tema instrumental de Tom Worrell.



4 - Apresentação inédita no país - Tom Worrell nunca veio ao Brasil, essa será sua primeira vez. Antes de chegar até o Centro do RS, o pianista se apresenta no Sgt Peppers (23/4 - Porto Alegre) e Sala Geraldo Flach (24/4 - Porto Alegre). A vinda do músico ao país se dá principalmente pelos laços de amizade com o pianista gaúcho Luciano Leães, com quem já dividiu o palco algumas vezes, e mesmo responsável por ciceronear seu primeiro tour. Para breve, Tom prepara o lançamento de um single solo, além de ter agendado novas gravações no estúdio Áudio Porto (28 e 29/5, na capital), quando estará acompanhado dos Big Chiefs, banda que também dá suporte a digressão do norte-americano.  
  
5 - Alto astral do repertório - Diferentemente dos show de blues que advém de celeiros musicais como o Delta do Mississippi, Texas ou Chicago, por exemplo, o legado de New Orleans atua em outra paleta de cores. O piano passa a ser o instrumento que centraliza as ações, com a guitarra frequentemente ficando em segundo plano. A intenção sonora flerta com a rumba, ritmos do Caribe, jazz, diversas fontes da música negra e uma gama de ingredientes ligados ao caldeirão cultural de uma das cidades mais cosmopolitas dos Estados Unidos. Foi dessa mistura que nasceu o funk norte-americano, por exemplo. O resultado de tudo isso é que o repertório incorpora um alto astral absurdo.      

Foto: reprodução WWOZ
6 - Banda que o acompanha - Luciano Leães é o mais exímio pianista de blues em atividade no país.  Sim, vale o reforço - serão dois músicos de teclas no palco do Plataforma. Residente em New Orleans a nove temporadas, por aqui Leães já levou pra casa três Prêmios Açorianos. Com ele, retornam a cidade os Big Chiefs - Edu Meirelles (baixo) e Ronie Martinez (bateria), e estreiam o guitarrista Caetano Santos e o saxofonista Ronaldo Pereira.         

7 - Local do evento - Localizado na Gare da Estação Férrea de Santa Maria, anexo ao Mercado Público, o Plataforma 85 é o novo espaço cultural que se propõe a encampar o blues como um dos gêneros musicais da casa. Estabelecido num ambiente histórico, com fundações datadas do Século XIX, em 1885, trata-se de um dos melhores bares surgidos no Centro do RS - ambiente climatizado, estacionamento, amplo cardápio e variadas opções de bebidas e drinques. O pub se utiliza dessas antigas instalações para nos deslumbrar com acomodações que não devem em nada as melhores casas do gênero. 

8 - Quer ver mais atrações de peso em Santa Maria? - É fundamental o prestígio do público santa-mariense. Quantas vezes reclamamos da falta de opções em eventos musicais aqui na cidade? Depois de Tom Worrell, o Memorabilia Blues continua trazendo várias atrações até dezembro. Confira: Junho, 22 – Luciano Leães & The Big Chiefs (Porto Alegre); Julho, 27 – Anthony ‘Big A’ Sherrod (USA); Agosto, 10 – Luana Pacheco (Porto Alegre); Setembro, 13 - Gonzalo Araya (Chile) + Just Blues (Lajeado); Outubro, 5 – Oly Jr (Porto Alegre); Novembro, 30 – Lil' Jimmy Reed (USA) e Dezembro, 15 – Kingsize Blues (Santa Maria). Prestigie, afinal, tudo acontece bem pertinho de nós, no quintal de casa.

Leães e Worrell no Mapple Leaf, em New Orleans. Foto: Erika Landis
9 - Ainda há ingressos à venda - Os tíquetes podem ser adquiridos no Gasoline Barber (Av. Dores, 454 - anexo ao Posto Neo/Shell) e Plataforma 85. Ingresso solidário/meia-entrada (c/ 1 kg de alimento não perecível) - 2º lote (R$ 80); 3º lote (R$ 100). Ingresso comum (inteiro sem alimento não perecível), estão disponíveis apenas tíquetes para o 3º lote (R$ 200). Garanta também seu passaporte pelo Tele-Blues (55) 99152-4535 ou (55) 99679-1517.

10 - Depois não vá se arrepender... - Aquela história, passado o evento, você vai ler o review do espetáculo, ouvir os comentários dos amigos, ver a repercussão na internet e provavelmente se pergunte: “Por que não fui ao show?”. Eu não tenho a mínima ideia... No meu ponto de vista, se você é um amante do blues/soul só existe um local possível de se estar na noite da quinta-feira 25 de maio.  Nos vemos por lá.

Foto: Rick Moore

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