Memorabilia chega à 53ª Feira do Livro de Santa Maria com cinco lançamentos e catálogo em expansão
Selo independente santa-mariense participa pelo sexto ano consecutivo da Feira e apresenta novos títulos que transitam pela música, poesia, psicologia, humor e aforismo
Nascida em Santa Maria e construída a partir de uma vocação essencialmente independente, a Editora Memorabilia chega à 53ª Feira do Livro de Santa Maria reafirmando um percurso iniciado em 2021 e que, desde então, vem ampliando seu espaço no cenário editorial da cidade, do RS e do país. Nesta edição, pela quinta vez, o selo participa da Feira com banca própria, catálogo diversificado e cinco novos lançamentos, reunindo autores e obras de diferentes linguagens e gerações.
A Memorabilia surgiu da percepção de que escritores e artistas independentes necessitavam de uma estrutura capaz não apenas de publicar seus trabalhos, mas também de acompanhá-los durante todo o processo editorial — da preparação e produção à divulgação e circulação das obras. Formalizada em janeiro de 2021, a editora passou a atuar na editoração, publicação, produção, divulgação e distribuição de livros e projetos musicais.
Conheça o catálogo da editora pelo site memorabiliastore.com.br
Desde seu primeiro ano de atividade, a Feira do Livro de Santa Maria tornou-se um dos principais espaços de encontro da Memorabilia com seus leitores. A presença inicialmente concentrada nos lançamentos ganhou corpo e transformou-se em uma participação permanente, com banca própria e um catálogo que reúne literatura, música, poesia, história, quadrinhos e obras de caráter ensaístico.
Ao longo desse percurso, mais do que perseguir grandes tiragens, a editora procurou construir uma identidade baseada na proximidade entre autor, livro e leitor. A proposta é trabalhar cada publicação como um projeto singular, preservando a personalidade da obra e entendendo o livro também como objeto de memória e permanência.
Na 53ª Feira do Livro, essa diversidade pode ser percebida nos cinco títulos apresentados pela editora.
Um dos principais lançamentos é Gilberto Gil – O Tempo é o Nada que é Tudo, do jornalista e crítico musical Juarez Fonseca. A obra percorre diferentes momentos da trajetória de Gilberto Gil a partir de entrevistas realizadas ao longo de mais de cinco décadas, além de textos e registros que ajudam a compreender a dimensão artística, cultural e humana de um dos nomes fundamentais da música brasileira. Mais do que acompanhar uma carreira, o livro estabelece um diálogo entre épocas, ideias e transformações da própria cultura do país.
Outro lançamento é Tarô dos Sonhos de Jung, de Francisco Ritter, obra que aproxima o universo simbólico do Tarô do pensamento de Carl Gustav Jung. O livro propõe uma leitura das cartas a partir de arquétipos, imagens, sonhos e elementos do inconsciente, abrindo possibilidades de reflexão que ultrapassam uma utilização meramente divinatória do Tarô. É um encontro entre tradição simbólica, psicologia e autoconhecimento.
A poesia também ocupa lugar central entre as novidades da editora com Entrego Meu Coração aos Pinheiros, de Márcio Grings. Construído a partir do haicai, o livro trabalha com instantes, paisagens e pequenas revelações do cotidiano. Natureza, memória, música, passagem do tempo e observação formam uma cartografia afetiva na qual o haicai procura capturar aquilo que surge a cada novo segundo.
Já Os Ciclopinhos – Pontos de Vista, de Mario Trevisan, primeiro livro infantil do catálogo, traz uma combinação particular de desenho, humor e observação. Os Ciclopinhos enxergam o mundo literalmente a partir de um único olho, mas seus pontos de vista multiplicam interpretações sobre o cotidiano e o comportamento humano. Entre a delicadeza e a ironia, as pequenas criaturas criadas por Trevisan transformam situações aparentemente simples em comentários visuais capazes de provocar tanto o sorriso quanto a reflexão.
Completa o conjunto de lançamentos A Última Frase, de Tiago Magrini Rigo. Embora situado sob o amplo guarda-chuva do universo poético, o livro tem no aforismo sua matéria principal. São pensamentos breves, observações, paradoxos e pequenas provocações construídas com a economia verbal própria do gênero. Frases que podem ser lidas rapidamente, mas nem sempre abandonam o leitor com a mesma velocidade. Em muitas delas, a última palavra funciona apenas como o começo de outra conversa.
Os cinco livros exemplificam uma característica que acompanha a Memorabilia desde sua criação: não estabelecer fronteiras rígidas para seu catálogo. Música pode conversar com memória; poesia, com paisagem; psicologia, com símbolos ancestrais; desenho, com filosofia cotidiana; e uma única frase pode carregar consigo uma narrativa inteira.
E o calendário editorial não se encerra com a Feira. Novos lançamentos estão previstos para o segundo semestre, ampliando ainda mais o catálogo da Memorabilia. Entre eles está a autobiografia de Mu Carvalho, músico, compositor e tecladista que integrou a lendária A Cor do Som, grupo que alcançou grande projeção e presença nas paradas brasileiras no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. "Memória Sintetizadas" será lançado incialmente em outubro, no Rio de Janeiro.
Em seu quinto ano de atividade, a relação entre a Memorabilia e a Feira do Livro de Santa Maria já faz parte da própria história recente da editora. Foi na praça, diante dos leitores, que muitos de seus livros tiveram seu primeiro contato com o público.
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Livros publicados:
— Meu Reino por uma Cerveja, de Ronaldo Lippold (2021)
— Quando o Som Bate no Peito, de Márcio Grings (2021)
— O Furin Japonês, de Ronaldo Lippold (2022)
— Paisagem Marinha, de Vitor Biasoli (2021)
— Itália, Café é Trilhos, de Vitor Biasoli (2022)
— Crônicas de Lili, de Eliane Sturza (2022)
— O Amanhã é Outrora, de Paulo Juner (2022)
— Pensando Nele, de Severo Garcia (2022)
— Violência Culturais, de Coca Trevisan (2022)
— Viagens & Outras Viagens, de Diego T. Hahn (2022)
— Nas Curvas da Cordilheira, de André Comin (2022)
— Bicho-do-Mato, de Márcio Grings (2022)
— 1973, um ano que conta, da Turma do Café (2023)
— Outros Outonos, de Gérson Werlang (2022)
— Rita Lee & Tutti Frutti – Santa Maria, Maio de 1978, de Gérson Werlang (2023)
— Meu Primeiro Livro, de Robert Louis Stevenson (Tradução Gérson Werlang) (2024)
— Café - Um Breve Relato do Ano da Enchente, de Gérson Werlang (2024)
— Então Olhei Para o Sul, de Júlio Zenkner (2024)
— Histórias Escritas com Giz - Memórias de um Professor, de Vitor Biasoli (2025)
— A Adaga Espanhola, de Ronaldo Lippold (2025)
— Jazz em Palmeira, de Gérson Werlang (2025)
— Entrego Meu Coração aos Pinheiros, de Márcio Grings (2026)
— Gilberto Gil - o tempo é o nada que é tudo, de Juarez Fonseca (2026)
— Tarô dos Sonhos de Jung, de Francisco Ritter (2026)
— Os Ciclopinhos - Pontos de Vista, de Mario Trevisan (2026)
— A Última Frase, de Taigo Magrini Rigo (2026)
Próximas publicações:
— Memórias Sintetizadas, de Mu Carvalho (2026)
— Amores Vão, Ficam os Discos, de Lucio Brancato (2026)
— Tênis - Crescimento Pessoal ou Competição?, de Fábio Wacker


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