Gérson Werlang lança novo single, primeira amostra de seu novo álbum solo
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| | Arte: Gustavo Sazes | |
Gérson Werlang colocou no ar, há poucos dias, seu novo single, “Passagens do Tempo”, primeiro recorte de um futuro álbum (ainda sem título) — o terceiro trabalho solo de estúdio do líder da Poços & Nuvens, grupo que comanda desde os anos 1980. Desdobrado de sua trajetória com a banda, seus discos, Memórias do Tempo (2008) e Sistema Solar (2015) geraram um ótimo registro de palco que conjuga ambos em um mesmo setlist (além de dois temas inéditos) — Memórias & Sistemas, Ao Vivo em Passo Fundo, RS, gravado em 2015, lançado em 2021 (disponível apenas no streaming).
“Passagens do Tempo” conta com Gérson (voz, guitarras e violões), Felipe Álvares (baixo), Samuel Quadros (teclados), Pablo Castro (bateria) e Daniela Vargas (vozes de apoio). Gravado em vários estúdios, o novo som tem produção de Matheus Borowski, com coprodução de Werlang. A arte do single é assinada por Gustavo Sazes. O conteúdo lírico da canção trata das perdas que o tempo produz — esquecimentos, lembranças e outros elementos que alimentam esses sentimentos.
“Hoje sei que há ali um lamento por muitas coisas produzidas nos últimos anos, entre elas a desumanização crescente de uma sociedade que opta pelo conflito em vez do diálogo, o que impacta as relações sociais, as amizades e os relacionamentos pessoais. A minha impressão também é de fuga, do desejo de um outro tempo (outro universo? Um universo paralelo onde tudo pode dar certo?). Um pouco da astronomia e da física quântica do meu disco anterior, Sistema Solar, ecoa por aqui”, disse Gérson ao Memorabilia.
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| Divulgação GW |
Olhando para o que já foi revelado até agora, “Passagens do Tempo” oferece ao ouvinte o já conhecido blend sonoro e a digital que atravessa os trabalhos de Gérson Werlang — seja em carreira solo, seja com sua banda. Surge aqui uma sonoridade alinhada a um ideário musical marcado pela reflexão: o diálogo com o rock brasileiro dos anos 1970 (com discretos acenos à MPB), a contínua inspiração no progressivo europeu e uma abordagem poética genuína, muitas vezes com a bússola apontada para o sul. É desse encontro que emergem as marcas de originalidade que definem sua obra.
Ouça.



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