EDU MEIRELLES LANÇA “SINTO NA PELE”, PRIMEIRO SINGLE DE “TERREIRO NO MEU QUINTAL”, SEGUNDO ÁLBUM DO MÚSICO GAÚCHO


Foto: Zé Carlos de Andrade

Por Márcio Grings 

Quem acompanha a cena musical do Rio Grande do Sul certamente já se deparou com a imagem de Edu Meirelles, ou mesmo sem saber, já ouviu o som de seu instrumento. “Escambo”, álbum solo de estreia do músico porto-alegrense, é um dos selecionados para figurar em “100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho”, livro que será publicado em dois volumes. O baixista ainda é um músico requisitado em várias formações e projetos (Gustavo Telles & Os Escolhidos, Luciano Leães & The Big Chiefs, Fernando Noronha & Black Soul, Alemão Ronaldo, entre outros). Edu Meirelles também fez parte da banda base de artistas norte-americanos em turnê pelo Brasil (Larry McCray, Eddie C. Campbell, Whitney Shay, Tia Carroll, Willie Walker, Tom Worrel e Cerissa McQueen). Além disso, integrou o grupo Pata de Elefante, com o qual gravou o álbum “Julio Rizzo e Pata de Elefante”, onde compôs duas canções: “Xeque-mate” e “Canzone per Gabrielli”. 


Foto: Zé Carlos de Andrade. Arte: Karla Wunsch. Divulgação Loop Discos
Mas se você está acostumado a ver/ouvir Edu Meirelles apenas como baixista, esse estereótipo será desfeito com a versão violonista e cantor do artista, persona antecipada em “Sinto na pele”, primeiro single de seu novo trabalho autoral, com lançamento agendado para o próximo dia 26 de março. Batizado de “Terreiro no meu Quintal”, o álbum será disponibilizado ao longo dos próximos meses, em canções lançadas individualmente, até a estreia da obra completa no último trimestre de 2021. O lançamento é da Loop Discos, e o trabalho surge como campo de força de Edu Meirelles, quimbanda onde o artista expressa suas mandingas, visões e referências, como a própria alusão ao álbum "África no Fundo do Quintal" do músico e compositor Bedeu. 

Foto: Zé Carlos de Andrade
“Essas músicas nasceram no início da pandemia de 2020, durante a quarentena. Pensei que era necessário tirar proveito desse período”
, diz. “O álbum reflete o momento de reencontro e redescoberta da minha essência, raízes e ancestralidade enquanto homem negro. Através disso eu pude ressignificar o meu trabalho e incorporar elementos da cultura negra. Isso não se reflete só no instrumental, mas também na temática das letras. As músicas falam da natureza, amor, empatia, espiritualidade, relacionamentos, do respeito ao próximo, exaltam o orgulho racial, mas também discutem o preconceito que sofremos”. Sonoramente há samba de roda, samba rock, pitadas de jazz, funk, hip hop, bossa nova, soul, além de diversos elementos e incursões pela música brasileira e mundial, o que resulta num conjunto de canções onde a pluralidade toma conta de todas as pontas do álbum. As composições são assinadas na sua maioria pelo próprio músico, com colaborações de Luís Eduardo Meirelles, Luís Armando Guedes, Naddo Pontes e Murilo Moura.    

Afora Edu Meirelles no violão, baixo, voz, bongo e chocalho, “Sinto na pele” traz Luciano Leães (Wurlitzer), Gabriel Guedes (guitarra), Humberto Zigler (afouxé, pandeiro, tamborim, ganzás e congas), Ronie Martinez (chocalhos e agogô) e Eduardo Neto (bateria). Os arranjos são do próprio Meirelles, mais mixagem e masterização de Luciano Leães, e mesma dupla que coproduziu o single no Estúdio do Arco. Já a produção do disco será co-assinada por vários colaboradores. “Terreiro no meu Quintal” foi gravado no modelo pandêmico, cada músico em sua casa, com material finalizado posteriormente em estúdio.

"Sinto na Pele" é um extrato do modus operandi e das intenções do novo álbum, ligação direta com o melhor da MPB feita nos anos 1970, mas totalmente afinada com a sonoridade de hoje. O tema ainda propaga uma importante mensagem de igualdade social: "Pra viver do jeito que a gente quiser / Basta olhar para o semelhante e respeitar / Sua posição seu modo de pensar / Sua origem sua cor e o seu rezar". Se assim fosse, tudo seria mais simples. 

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