10 motivos para não perder o show do Blackberry Smoke em Porto Alegre

BBS. Divulgação
Por Márcio Grings

Falta muito pouco para o primeiro encontro do público gaúcho com o grupo norte-americano Blackberry Smoke. O "Find A Light Tour" chega a Porto Alegre com show inédito no Opinião. Aos desavisados, e no ímpeto de colocar aquela pilha nos indecisos, enumeramos alguns detalhes e peculiaridades que revelam o quão imperdível será a apresentação de Charlie Starr e sua trupe no próximo dia 10 de maio, no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834 - CB).    

1 - Pela primeira vez no Brasil -

Dentro de gigantesco espectro do rock mundial, dá pra dizer que o Blackberry Smoke é uma banda nova, isso se tornarmos como base o próprio território que o grupo da Georgia explora, arraigado principalmente na geografia do rock dos anos 1970. Eles soam mais antigos do que são. Em 16 anos, lançaram seis álbuns, operando numa média de 1 disco full lenght a cada dois anos e meio. Não tão conhecidos do público daqui, chance imperdível de vê-los num momento em que a banda parece estar prestes a decolar rumo ao cume.      

Confira um breve dropes de como funciona a linha de montagem do BBS (Live at the Georgia Theater, 2014).



2 - Show para quem gosta de rock'n'roll - 

Quando conheci o Blackberry Smoke, ainda estava velando a dissolução dos Black Crowes. Era 2015, o disco em questão que me levou até a porta do BBS foi "Holding On The Roses" (2015), álbum que quebrou minha vidraça com um tijolaço, um aviso de que na vida - e na música - a fila sempre anda. Riffs de guitarras, grooves chumbados/embebidos no hard rock setentista, e aquela lembrança recorrente de que você já teve diversas relações paralelas com algumas das canções do grupo, sensações que nos aproximam afetivamente da sonoridade encardida dos 'Fumacentos'.         

BBS. Divulgação
3 - A herança sulista - 

O southern rock é a chave-mestra que abre a caixa sonora do BB Smoke. Ainda falando em paralelismo, dá-lhe ligações com Lynyrd Skynyrd, The Marshall Tucker Band, The Almann Brothers Band, o já citado Black Crowes, entre outros. Veja bem, não que haja chupadas descaradas ou conexões diretas com essas bandas e toda a herança sulista do rock (e isso até acontece), porém, o mais importante - eles já encontraram seu próprio caminho, fora da trilha embarrada de seus heróis. De todo o modo, essa lama continua sendo repassada através da trajetória do grupo. 

4 - Find A Light Tour - 

A Find A Light Tour retorna à ativa especialmente para os shows no Brasil. Retorna porque o BBS estava correndo os EUA com a turnê "Break It Down Acoustic Tour", totalmente na vibe do EP "The Southern Ground Sessions" (2018). Desse modo, eles novamente plugam seus instrumentos na eletricidade - "As performances acústicas são legais pelos espaços vazios, musicalmente. Elétrico é bacana pelo volume e poder", disse Charlie Starr a Homero Pivotto Jr da Abstratti (leia entrevista AQUI). E quando perguntado como irá rolar a dinâmica das apresentações no Brasil, o vocalista completa: - "Devemos ter momentos acústicos. Vai depender do público." Um detalhe a mais: os shows que antecedem a chegada do grupo ao país - Bogotá (5) e Lima (7) fazem a abertura do "Living Dream Tour", nova vinda ao continente de Slash + Myles Kennedy & The Conspirations. Sorte nossa que o show dos Fumacentos por aqui está descolado dessa associação, assim, ao invés de assistirmos um set mirrado, com cerca de sete ou oito músicas, em Porto Alegre, por exemplo, temos show completo! Exatamente como aconteceu na última quinta-feira (9), em Curitiba, e como será também neste sábado (11), em São Paulo, no encerramento do primeiro minitour pelo país.              

BBS. Divulgação
5 - Charlie Starr -

Toda a banda precisa de um líder, alguém que seja o centro das atenções, que atue como interlocutor com o público, que saiba conduzir uma apresentação, nos prepare para o clímax, e consequentemente nos contamine com sua energia. No caso do Blackberry Smoke, esse sujeito é Charlie Starr. Diferente de muitos vocalistas que se apoiam apenas no pedestal de microfone, Starr se ancora na guitarra, sendo inclusive o responsável por puxar vários dos riffs clássicos da banda, além de dividir os solos com o guitarrista Paul Jackson. Sim, temos um frontman digno dos grandes nomes do gênero.   

6 - E que banda! - 

No palco, além de Charlie Starr (vocais e guitarra) e Paul Jackson (guitarra e voz de apoio) - completam o esquadrão Brandon Still (teclados), Richard Turner (baixo e voz de apoio) e Brit Turner (bateria), juntos a quase 20 anos, com exceção de Still, na banda desde 2009. A receita de bolo da sonoridade do grupo passa pelas divisões/cruzamentos feito pelas guitarras de Starr e Jackson, mas não esqueça de ficar ligado nos teclados de Brandon Still - com destaque para o órgão Hammond - grande responsável por diversas harmonizações e panos de fundo, além de também ganhar aberturas iluminadas em solos e recortes de canções.           

BBS. Divulgação
7 - Ainda há ingressos à venda -

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Divulgação Abstratti
8 - Local da apresentação -

Assistir a um show no Opinião é sempre especial. Qualquer perspectiva como espectador não nos furta de uma visão próxima ao palco. Chance imperdível de ver muito de perto uma banda do quilate do Blackberry Smoke, ainda mais nessa espécie de território dos sonhos de qualquer amante da música. Entre os grandes estádios, espaços ao ar livre, ou pequenas casas de espetáculos como o Opinião, nem preciso reafirmar qual é disparado minha opção favorita.

9 - Setlist

O provável setlist certamente jogará luz no último álbum, "Find A Light", além de repassar a carreira da banda. Como essa é a primeira vez da banda norte-americana no América do Sul, a tendência é que os shows daqui soem diferentes da perna norte-americana, tanto no formato acústico, quanto elétrico. Certamente serão apresentações peculiares, no espírito de um Greatest Hits Live. Há uma previsão (aposta) de setlist no player desse LINK   

10 - Não vá se arrepender -    

Depois você vai ler o review do espetáculo, ouvir os comentários dos amigos, ver a repercussão na internet e provavelmente fazer a fatídica pergunta: “Por que não fui ao show?”. Eu não tenho a mínima ideia... No meu ponto de vista, se você é um amante do rock e reclama da falta de opções para ver espetáculos do gênero, só existe um possível local para você estar na noite da próxima sexta-feira (10). Nos vemos no Opinião.

BBS. Divulgação

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