Aquilo que se quer ouvir: veja mini-documentário com o percussionista santa-mariense Luis Bittencourt

 Dartanham Baldez Figueiredo

Em janeiro de 2016, pude assistir ao espetáculo “Memórias Líquidas”, evento que teve como palco o Teatro Treze de Maio em Santa Maria - RS. A primeira lembrança passa pela inédita experiência em transcender a forma usual do que normalmente nós encontramos em apresentações musicais. A pluralidade de sons e instrumentos utilizados pelo músico santa-mariense Luís Bittencourt o eleva ao grau alquímico. Seus movimentos corporais são envernizados pelo jogo de luzes, transformando-o num xamã instantâneo, uma espécie de sumo sacerdote do som. Em uma peça específica, “Water Music”, tema do compositor chinês Tan Dun, Bittencourt nos atenta para água como fonte sonora. E o que dizer do inusitado encontro entre o waterfone e bombo-leguero? No diálogo entre vibrafone e guitarra (ou citar), enfim podemos entender as infinitas possibilidades percussivas, principalmente quando o músico submerge e abduz chocalhos, utiliza as mãos para produzir ritmos e sons, incorpora a postura de um maitre a adicionar pequenos segredos em seu prato principal: a música! Essa são algumas de impressões que ficaram encrustadas em minhas memórias... 

O bacana é que mais pessoas podem se submeter a experiência de assisti-lo. Lançado no primeiro semestre de 2017 (via Lumien Films), está disponibilizado na rede um mini-documentário sobre alguns aspectos do trabalho do percussionista, compositor e pesquisador. "Música é estar com os ouvidos atentos a todos os sons que estão por aí", diz Bittencourt logo no início de "Aquilo que se quer ouvir".

Assista e conheça mais peculiaridades do trabalho desse talentoso músico gaúcho que atualmente mora na cidade do Porto (Portugal). 

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