sexta-feira, 13 de abril de 2018

Lowell George, o Orson Welles do rock

Lowell George, guitarrista do Little Feat. Foto: Reprodução 
Por Márcio Grings

Nesta sexta-feira (13) Lowell George faria 73 anos. Se você é uma daquelas pessoas que gosta do rock feito no final dos 1960, início dos anos 1970, se você também aprecia bandas lideradas por guitarristas, mas nunca ouviu falar de Lowell George ou de sua banda - o Little Feat, então você tem bons motivos para prosseguir lendo esse post. O cantor e compositor Jackson Brownie certa vez o definiu como o "Orson Welles do rock". George,  um ás nas rápidas passagens de acorde, mestre em construir mosaicos sonoros absurdamente inusitados, ao mesmo tempo, simples e criativos, também era reconhecido como um dos mais talentosos homens do slide, técnica em que o instrumentista desliza pelas cordas da guitarra um tubo de vidro ou metal.


George (segundo á esquerda, com o Little Feat durante os anos 1970. Foto: reprodução
George bateu as botas há quase quase quarenta anos, sozinho em um quarto de hotel, na cidade de Arlington, Virginia. Era o dia 29 de junho de 1979, o músico de 34 anos foi encontrado morto na sua cama em meio a uma parafernália de drogas. Ele recém havia lançado "Thanks, I'll Eat It Here", seu 1° disco solo. Vocalista e compositor de mão cheia, Lowell George passou pela banda de Frank Zappa até montar o Little Feat. O reconhecimento de crítica e público veio em "Sailing Shoes" (1972) e "Dixie Chicken" (1973), ápice que se encontra registrado no álbum duplo ao vivo "Waiting For Columbus", além de outros sucessos do Feat. (1978). Na genética do som criado por George e seus partners, uma mistura de blues, country, soul e funk. A revista britânica MOJO o coloca na posição n° 49 dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos. Em síntese, Lowell George tem até um modelo de guitarra Fender com seu nome.  

Pra ilustrar todo esse talento, basta um álbum. Ouçam na íntegra "Sailing Shoes", disco que contém a pérola "Willin", clássico absoluto do Orson Welles do rock.

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