quinta-feira, 24 de novembro de 2016

HÁ VINTE E CINCO ANOS, MORRIA FREDDIE MERCURY

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ESTUDIOSOS EM TÉCNICA VOCAL O ELEGERAM O MAIOR VOCALISTA DE TODOS OS TEMPOS

Por Ana Bittencourt e Márcio Grings

Há exatos 25 anos, a voz de um dos maiores ícones do rock mundial silenciou. Em 24 de novembro de 1991 morria, em Londres, Farrokh Bulsara, um nome desconhecido para muitos. Agora se falarmos de Freddie Mercury – nome artístico ao qual se tornou mundialmente conhecido – certamente o leitor sabe de quem estamos falando. O vocalista entrou para a história como frontman e fundador do Queen, banda britânica surgida na década de 1970. Mercury foi cantor, pianista e compositor, responsável por hinos da música que até hoje são reverenciados nos quatro cantos do mundo.

À época de sua morte, a doença que pôs fim à trajetória do músico ainda era pouco conhecida e muitas vezes, escondida. O vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, causando o que conhecemos por AIDS, doença ainda sem cura, apesar de todos os esforços da Medicina. A História nos mostra que Freddie Mercury talvez tenha sido a primeira celebridade do mundo do rock a figurar na lista de vítimas ilustres da doença. No entanto, o vocalista sempre fez questão de continuar trabalhando normalmente, sem nunca deixar que tabloides sensacionalistas britânicos invadissem sua privacidade. Foi somente em 23 de novembro de 1991, 24 horas antes de sua morte, portanto, que ele decidiu emitir um comunicado e anunciar que estava infectado pelo HIV.
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Apesar de ser uma verdadeira explosão nos palcos, visceral e extremamente orgânico, Freddie Mercury era reservado e avesso à aparições públicas, inclusive evitando entrevistas e badalações. Apesar disso, foi em uma dessas ocasiões do show business que a doença deu sinal de sua presença: durante a cerimônia de entrega do Brit Awards pela contribuição do Queen à música britânica. Foi quando o público testemunhou um Freddie Mercury pálido, beirando à magreza extrema e com aparência física destoante do homem de torso nu, exibindo-se em cima do palco. 

O talento, a presença de palco, a voz inconfundível e o sex appeal do vocalista jamais foram esquecidas. Desde sua morte, a casa onde ele viveu até o fim com o companheiro, Jim Hutton, em Londres, no bairro de Kensington, é ainda hoje um local de peregrinação para fãs.
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Uma curiosidade: recentemente através de estudos realizados pela Logopedics Foniatria Vocology, cientistas internacionais chegaram a conclusão de que Freddie Mercury foi o melhor vocalista da História. Para realizar estes estudos, os cientistas convocaram o treinador vocal Daniel Zangger-Borch, conhecido mundialmente por conseguir emular a voz de Freddie Mercury com precisão. Os cientistas gravaram imagens das cordas vocais de Daniel, capturando 4.000 frames por segundo, e descobriram que as cordas vocais de Freddie Mercury se moviam muito mais rápido do que a de outras pessoas.



Um vibrato convencional costuma oscilar entre 5,4 Hz e 6,9 Hz, enquanto Mercury alcançava a incrível média de 7,04 Hz. O tenor Luciano Pavarotti também fora analisado, e nem ele alcançou as médias científicas vocais de Freddie Mercury, segundo a pesquisa.

Passados 25 anos, muitos de nós ainda não acostumamos com a ausência de Freddie Mercury. Temos curiosidade em saber o que ele estaria fazendo, as obras que ainda iria compor, os projetos que poderia ter tocado adiante. Certeza mesmo, é que ele faz uma falta absurda para a música e para o espetáculo. Mas, "the show must go on". 

Ouça um player com uma das apresentações ao vivo mais lendários do Queen. 

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