RUSH: 35 ANOS DE "MOVING PICTURES"

No inverno de 1985, com 14 anos, eu ainda era um jovem completamente imerso no universo de bandas como Led Zeppelin e Deep Purple. Uma cabeça imatura, ainda limitada a pouca experiência e obviamente ofuscado de uma compreensão maior do mundo do rock.

Foi nesse período especifico, em uma tarde nublada aparentemente igual a qualquer outra, que um dos meus colegas de aula invadiu a casa do primo, e voluntariamente me ofereceu (as escondidas) um LP emprestado. Ele disse: "Tu precisa conhecer isso!". Bom, desse bolachão que em suas audições desceu 'meio estranho' (não curtia os teclados), fiz uma fita cassete que acabou repercutindo forte nos próximos meses a seguir. Sim, virei fã do Rush.

O Rush é um power trio importantíssimo para quem começou a curtir som nessa primeira metade dos anos 1980. O grupo canadense acabou virando quase uma unanimidade daquela época, tomando por base uma rapaziada com a cabeça mais aberta, amante dos recortes progressivos no gênero, e apreciadores da proficiência instrumental do trio. 

E eis que "Moving Pictures", oitavo álbum da banda de Geddy Lee (baixo, sintetizador polifônico Oberheim, sintetizador OB-1, Mini Moog e vocais), Alex Lifeson (guitarras e violões de 12 cordas) e Neil Peart (bateria, timbales, bumbo gong Tama, sinos de orquestra, glockenspiel, carrilhão, sinos, crótalos, cow-bells e claves), chega aos 35 anos de seu lançamento (Fevereiro de 1981). Como disse um pouco antes, só fui conhecê-lo três anos depois de ser lançado. É preciso afirmar que devido ao delay dos lançamentos na época, muitos futuros fãs do Rush (assim como eu) ainda estavam tendo seus primeiros contatos com os canadenses que começaram sua carreira discográfica em 1975.  



Entre os destaques, "Tom Sawyer", um dos temas mais conhecidos do rock daquele período, alusão ao personagem de mesmo nome dos livros de Mark Twain. Aqui no Brasil, a música foi catapultada ao imaginário POP quando foi incluída no seriado "MacGyver", intitulado por aqui como "Profissão: Perigo". 


É, até hoje, o álbum mais vendido do Rush, chegando a mais de 4 milhões de unidades vendidas somente nos Estados Unidos, alcançando Disco Quádruplo de Platina.
  


Coproduzido por Geddy, Alex, Neil e Terry Brown, tomando por base seu álbum anterior, "Permanent Waves", "Moving Pictures" segue um formato menos progressivo e mais POP, próximo das rádios rock, que inclui algumas das mais conhecidas canções da banda, como a já mencionada "Tom Sawyer", "Limelight" (uma das minhas preferidas), "Red Barchetta", e o instrumental "YYZ."

A arte é do álbum é do artista gráfico Hugh Syme, colaborador usual do grupo. A capa revela como pano de fundo a fachada da Câmara Legislativa de Ontário, Canadá. Ao lado pode-se observar transeuntes “emocionados” com a passagem das imagens e na contra capa uma equipe de filmagem registrando a cena, como parte de uma grande encenação. As figuras que aparecem nos quadros são: o pentagrama que é destaque na capa do disco “2112”, o quadro “Cães jogando pôquer” da série homônima de dezesseis pinturas de C. M. Coolidge e uma representação de Joana d'Arc sendo executada.



Segundo Mike Dixon, um dos transportadores, a fotógrafa Deborah Sammuels é quem aparece representando a heroína francesa. Ainda, segundo consta, os outros carregadores são Kelly Jay (vocalista da banda canadense Crowbar) e Bob King (visto mais à esquerda na capa do álbum), membro da equipe de projeto de Hugh Syme, também creditado por ajudá-lo nas composições dos discos "A Farewell to Kings" e "Hemispheres".

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