KISS: 40 ANOS DE "DESTROYER"

A arte da capa é uma criação do artista gráfico Ken Kelly. 
Certamente “Destroyer” foi o disco que elevou o nome do Kiss a esferas superiores dentro do universo do rock. Para muitos, inclusive, o 4º álbum de estúdio da banda é muito mais do que isso, pois se trata do ponto mais iluminado da discografia do quarteto norte-americano. E grande parte desse mérito se deve a presença do produtor canadense Bob Ezrin. 


Nessa semana lembramos os 40 anos de seu lançamento em 15 de março de 1976. Com isso, nessa manhã de sábado dei uma relida em parte da biografia “Kiss – Por Trás da Máscara” (Companhia Editora Nacional), de David Leaf e Ken Sharp, um dos melhores livros sobre a obra dos mascarados.  

Mais precisamente, me detive no conteúdo a respeito de “Destroeyer” - entre as páginas 294 e 314 – quando os autores, através de uma série de entrevistas com os envolvidos no projeto, revelam detalhes de como foram as gravações e os bastidores desse trabalho.

Separei esse trecho pra vocês: página 298. Bob Ezrin fala:

Reprodução
Fora de catálogo, quem quiser adquirir uma cópia da publicação, a obra está disponível no site Estante Virtual.

Lembro que quando levei pra casa minha cópia do disco, aos 14 anos, a capa me pegou de primeira. A ilustração que mostra o Kiss não como uma banda, mas como uma trupe super-heróis, foi criada por Ken Kelly, um desenhista da Creepy que faturava 75 dólares como capista da revista de terror. 

Colocou no bolso um cheque de cinco mil dólares e criou umas das imagens mais icônicas da época.
Repriso também uma tradução do que Gene Simons, Paul Stanley e Bob Ezrin disseram recentemente a revista Bablermouth (Fonte: Whiplash):

Peter Cris, Ace Frehley, Paul Stanley, Gene Simmons e o produtor Bob Ezrin
Gene Simmons: "´Destroyer´ foi ao fim um grande salto para frente para nós, por causa de Bob Ezrin. Nós éramos basicamente uma banda de garagem. Éramos cabeças ocas que colocavam o volume no 11 só porque podíamos. Não sabíamos de nada. Mal podíamos afinar nossas guitarras. Antes de ´Destroyer´, nós fazíamos o que fazíamos. Nós tocávamos, escrevíamos músicas com o nosso nível e era isso."

Stanley: "A pré-produção consistia em sentar em um círculo e Bob dizia: ´Quem tem alguma música interessante?´ E alguém tocava algo e ele dizia: ´Não´, e alguém tocava outra coisa até que ele dizia: ´Eu gosto disso. Quem tem alguma coisa que combine com isso?´ Algumas das músicas foram montadas assim. Em outros momentos, alguém chegava com uma música toda e Bob refinava tudo."


Ezrin"Muitas pessoas me perguntam quem eram os caras que estavam no estúdio gravando
1976: "Destroyer", um dos pontos mais iluminado da discografia do Kiss

´Destroyer´, e eu respondo que eram Peter Criss, Ace Frehley, Paul Stanley e Gene Simmons. Eles tocaram bem naquele disco. A chave desse trabalho foi que ensaiamos muito e nós realmente conhecíamos o material. Então, no momento que entramos em estúdio, era só mandar uma grande performance."

Ainda nas minhas lembranças, “Destroyer” é um símbolo da vibe da segunda metade dos anos 1970, quando a década já começava a dar adeus, antes do punk eclodir, antes da música disco tomar as paradas, antes de termos noção de que o rock nunca mais seria o mesmo, o que no final das contas é uma das características fundamentais da sobrevivência do gênero. 

No entanto, canções como “Detroit Rock City”, “King of the Night of the World”, “God of Thunder”, “Great Expectations”, “Shout It Out Loud” e “Do You Love Me”, ganharam sobrevida, pois apesar de estarem enraizadas no rock 70, permanecem com pedras fundamentais entre o público de rock.

CLÁSSICO! Abaixo, show completo da banda em agosto de 1976, em Anaheim, Cal (EUA), em pleno "Destroyer Tour". 



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