JUMPING JACK FLASH: FALTAM 2 DIAS PARA VER O SHOW DOS ROLLING STONES EM PORTO ALEGRE

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No dia 19 de junho de 1968, “Jumping Jack Flash” chegava à primeira posição do ranking das paradas britânicas. Mais do que um hino ao hedonismo e à juventude, o hit marcou uma etapa chave na carreira dos Rolling Stones, que, estavam trabalhando no seu novo disco “Beggars Banquet”. À época de seu lançamento, o tema foi descrito pela revista musical Rolling Stone, na sua edição de maio de 1968, como “um blues sobrenatural do delta (do Mississippi) com um toque de Swinging London”. 

Esse estilo energético, até então inédito, se tornaria a essência dos Stones, difundido nos três discos seguintes, até chegar ao pico da sua discografia, em 1972, com o lançamento do álbum duplo “Exile on Main Street”.

O super hit “Jumping Jack Flash” anuncia a saída de Brian Jones, o carismático (e naquele período ausente e desgastado) membro-fundador da banda. Ele também marca o fim das experimentações psicodélicas de “Their Satanic Magesties Request”, de 1967, e define Keith Richards como o homem riff dos Stones. O engraçado é que seu riff de guitarra surgiu de frases do baixista Bill Wyman, que nunca recebeu royalties por seu trabalho no processo de composição da música. A canção não foi inserida ao álbum “Beggars Banquet”. A gravadora dos Rolling Stones, a famosa Decca Records, preferiu lançá-la como single, junto ao lado B “Child of The Moon”.

Ao longo dos anos, “Jumping Jack Flash” foi incluída em trilhas sonoras de vários clássicos do cinema. Martin Scorsese, amigo de longa data dos Stones, usou a música na sua primeira colaboração com o então jovem Robert De Niro em “Caminhos Périgosos” (“Mean Streets”), lançado em 1973. O nova-iorquino dirigiu a performance dos Rolling Stones no Beacon Theater, em 2006, na sua cidade natal, que resultou no documentário “Shine a Light”. Terry Gilliam também usou a música escrita por Mick Jagger e Keith Richards no seu clássico “Medo e Delírio”, baseado no livro de Hunter S. Thompson, a maior figura do jornalismo gonzo norte-americano. O filme foi lançado em 1998, com as participações dos atores Johnny Depp e Benício Del Toro.

A canção continua sendo uma das favoritas não apenas dos fãs, mas também dos integrantes da banda inglesa, tanto que é presença absoluta no set da Olé Tour. Na sua autobiografia “Life”, publicada em 2010, Keith Richards revela que adora “Jumping Jack Flash” por causa da sua originalidade. “‘Flash’ é particularmente interessante”, confessa o guitarrista. “Ela é quase árabe e muito antiga, arcaica, clássica, com uma progressão de acordes que só se encontra em cantos gregorianos”, explica Richards, que descreve o som do hit como algo desconhecido que parece chegar direto do passado. 

Curiosidade final:  de acordo com Keith, a ideia do som surgiu em sua casa, nas Redlands quando ele e Mick ficaram acordados até tarde e capotaram em sofás adjacentes, bêbados ou chapados demais para se arrastarem até a cama. Na manhã seguinte, foram acordados pelo som do jardineiro de Keith, Jack Dyer, cortando grama do lado de fora. "O que é isso?", murmurou Mick. "É só o Jack... Jumping Jack", respondeu Keith

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