HONKY TONK WOMEN: OLÉ TOUR COMEÇA HOJE! FALTAM 28 DIAS PARA VER OS ROLLING STONES EM PORTO ALEGRE

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Os Rolling Stones adoram contar histórias sobre o baterista Charlie Watts. Uma das mais clássicas aconteceu em meados dos anos 1980. No meio da noite, Mick Jagger ligou de pileque para o quarto de hotel de Charlie, perguntando 'onde estava o baterista dele'. Dizem que Watts se levantou, se barbeou, vestiu seu terno, gravata e sapatos - como de costume, perfeitamente engraxados.  Então, foi ao quarto de Mick, socou o nariz do vocalista e disse: "Nunca mais me chame de seu baterista. Você que é meu vocalista!"

Charlie Watts está com os Stones desde janeiro de 1963. O músico quase sempre rejeitou o estilo de vida do rock'n'roll, e até hoje mantém o comportamento de um músico de jazz que, quase por acaso, entrou para uma das maiores bandas de rock do mundo. 

Os mais ligados percebem que uma das chaves do som dos Stones passa pela forma como o baterista atua nas canções. A guitarra de Keith trabalha em comunhão com a batida de Charlie. Todo o resto se encaixa. Em muitos momentos é assim. Ouça com atenção temas como "Brown Sugar", "Tumbing Dice" e "Bitch" pra sacar a linhagem da parceria. 

Ele é a cola da banda. "Os Stones se desintegrarão quando Charlie sair", disse Richards em uma entrevista. Quando o baixista Bill Wyman resolveu deixar a banda nos anos 1990, foi o baterista que escolheu o substituto. Acabou sendo Daryl Jones porque Charlie disse "Esse é o cara". 

Pra ilustrar parte do que foi dito, ouça "Honky Tonk Women". A introdução cambaleante da bateria, e o groove balançado (mas sólido) e vagamente latino, evoca uma mulher dançando numa boate ou boteco.


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