quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Neil Young, Steve Jobs e os discos de vinil


Hoje pela manhã conversava com um colega de trabalho sobre a paixão de Steve Jobs por Bob Dylan, um dos ídolos maiores do homem. E não é que logo depois me deparo com essa notícia?! Neil Young levou sua campanha por sons digitais de alta fidelidade a um congresso de tecnologia, onde revelou que o gigante da informática estava ao seu lado. Sim, Steve Jobs joga no time vintage. O roqueiro canadense disse que o co-fundador da Apple era tão apaixonado por música que não usava iPod ou arquivos digitais comprimidos em casa. Em vez disso, preferia um formato mais antigo, famoso pela qualidade do som.

"Steve Jobs era um pioneiro da música digital", disse Young. "Mas em casa ouvia vinis".
Durante a conferência "D: Dive Into Media", Young disse que chegou a conversar com Jobs sobre a possibilidade de criar um formato que tivesse fidelidade vinte vezes maior que os arquivos digitais mais comuns, como o mp3. Esse formato, disse ele, teria 100% da informação da música criada em estúdio, contra os 5% dos arquivos comprimidos, entre eles o AAC de Apple.

“Meu objetivo é tentar resgatar a forma de arte que venho praticando há 50 anos”, argumentou, “Nós vivemos numa era digital e infelizmente ela está degradando nossa música, não melhorando”.

Com isso, cada cação seria enorme e os equipamentos de armazenamento e aparelhos de reprodução teriam apenas 30 álbuns. Para baixar cada canção, seriam necessários 30 minutos, o que significa que o internauta teria de deixar o computador ligado à noite - num retorno aos tempos da conexão discada.

"A pessoa vai dormir tranquila, acorda de manhã e reproduz a música verdadeira, para desfrutar 100% dos sons", defendeu.


Apesar de não ter planos de desenvolver esse formato, segundo ele "assunto para ricos", Young afirmou que Jobs estava interessado na ideia antes de morrer de câncer em outubro, aos 56 anos. As declarações de Young sobre Jobs foram confirmadas pelo jornalista Walt Mossberg, do All Things D. Mossberg disse que Jobs ficava surpreendido pelas pessoas "trocarem qualidade por conveniência e preço".

"Você devem saber que se ele tivesse vivido o suficiente, teria tratado de fazer o que estou fazendo", revelou o músico.

Neil Young, de 66 anos, expressou outras opiniões surpreendentes, entre elas a defesa das gravadoras, descritas por ele como incubadoras de artistas, apesar de terem dificultado a transição para a música digital. O cantor definiu a pirataria digital como o "novo rádio", indicando que a cópia de canções com baixa qualidade técnica seria uma forma aceitável para os fãs trocarem canções antes de comprarem as versões definitivas.



Com informações de O Globo

Um comentário:

  1. Young e Jobs não se perderam na estrada da musica digital, o velho e bom bolachão é insuperavel na qualidade musical.

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