Amor & Perdição

foto: Annie Leibovitz 

Ryan Adams é um daqueles sujeitos cujo descontentamento vaza pelos quatro cantos. Talvez seja reflexo do temperamento bagunçado do músico de 34 anos e sua vida marcada pelo abuso de álcool e drogas. A cartilha musical de Ryan reza na tradição do country, soul e blues. Desde os tempos do Whiskeytown (grupo que formou no final dos anos 90), suas letras perambulavam pela estrada do amor e relações inacabadas, fazendo dele uma espécie de Hank Willians do nosso tempo, ou um Gram Parsons que sobreviveu aos excessos. Pra citar um bom exemplo, ouçam New York, New York do álbum Gold de 2001, o famoso relato do pé na bunda que levou de uma namorada. Já em 29, música que dá nome ao seu disco de 2005, fica muito claro sua associação com o estilo beatnik de narrativa. Tanto que em breve ele estará lançando Infinite Blues, seu primeiro livro, repleto de sobras de canções, histórias curtas e poesia. Esse refrão de amor & perdição continua rolando em Cardinology, 11º registro fonográfico do cantor, produtor e compositor americano. Na Itapema, Fix It, o primeiro single do CD, foi recentemente encaixado na grade da rádio. Ao falar de insucesso no amor ele dispara num tom vingativo: “I'd always win in the end” (eu sempre venço no final). No final das contas é o público que ganha. 

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