sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Red House Revisited


Reh House no Teatro, novembro de 2004_da esq. para dir.: nico, ardais, grings e gilson (Foto: Charles Guerra)


A Red House já passou de cinco anos em plena atividade. Somos pequenos, atuamos num mercado diminuto, mas como qualquer banda, temos nossas histórias, formações e muitas boas lembranças. Em meia década foram centenas de apresentações pelos botecos, dois discos independentes e várias mudanças de direção musical durante essa trajetória. Em novembro 2004 a Red lançou o seu primeiro trabalho autoral - ONE MORE DRINK, ONE MORE NIGHT - no qual foram vendidos, mas de 1.000 cópias. Nas apresentações desse período, além do set autoral, a banda revisitava vários standards de blues, country, soul e também do pop mundial. Foi uma época marcada por sucesso de público nos lugares por onde a Red se apresentava. Mês passado, Nico Andrade (primeiro baixista do grupo), retornou a Santa Maria depois de mais de dois anos em Santa Catarina. O cara teve uma grande desilusão amorosa e resolveu largar tudo, voltar pra casa. A Red House vive uma fase totalmente diferente daquela época em que Nico era o baixista. A formação de hoje tem Vinícius Brum no baixo, Bruno Sesti nas baquetas, mais Ardais, guitarra e voz. Completando o time, vem eu soprando a gaita e fazendo alguns vocais. O lance agora é meter um blues tosco e depressivo ao estilo do que o Buddy Guy nos mostrou no álbum Sweet Tea, e também buscamos inspiração naquela turma da pesada do Norte do Mississipi. Parte dessa influência pode ser ouvida no nosso segundo CD autoral, Bluesmachine (2006). Mas o ano de 2004 deixou saudade em muita gente, inclusive no seio da própria banda. Várias pessoas ainda pedem canções daquela época, que sumariamente foram eliminadas do repertório atual da banda. Precisamos ser coerentes, a história agora é outra. Pois não é que a volta do Nico acabou motivando o Ardais a dar uma forcinha na recuperação do amigo baixista? Uma tarde dessas lá na minha casa, ele me perguntou se eu não estaria afim de reacender aquela chama e retomar o velho repertório. Outra idéia seria resgatar um projeto abandonado da banda do finalzinho de 2005, início de 2006 - o disco inacabado chamado Woodland. Aquelas composições eram uma espécie de sequência melhorada do primeiro disco. A idéia era chamar além do Nico, o mesmo baterista daquela época, Gilson Santos. Ele acabou saindo da banda pouco antes da gravação de 'One More Drink'. No final das contas, Gilson (ou Porco, como carinhosamente o chamamos), gravou algumas canções do CD como convidado. Na verdade, o Gilson nunca saiu lá de trás com o seu banquinho. Afinal, o cara sempre foi um dos nos nossos. Ele é um Redhouser típico, uma das pessoas mais divertidas que conheci na vida. Resumindo: em breve estará voltando a ativa uma Red House velhaca e louca de atirar pedra. Como o Tranquilo, nosso antigo tecladista foi embora pra Irlanda, a coisa toda se resume a tríade baixo, guitarra e bateria. Ah, e tem a minha harmônica esculhanbando as coisas de vez em quando. Fizemos o primeira ensaio na sala da casa do Porco na semana passada. Tirando o lance que o Nico levou 10 minutos pra afinar o baixo (He, he, he!!!) ... Foi mágico!!! Parecia que nunca tínhamos parado de tocar. Depois de um ensaio regado a caninha de pitanga do baterista. Logo depois, Mari, a esposa dele fez uma lentilha ao estilo feijoada. Tava uma delícia. Quem quiser conferir a essa Red House Revisited tem 3 chances. DIA 11 DE OUTUBRO, sábado, num local totalmente inusitado - BISTRÔ L'ALCOVA DI GELSOMINA, EM SILVEIRA MARTINS. Será um jantar show onde o cardápio passará com delicias da cozinha de New Orleans. As reservas são limitadas. Que momento! Depois, a Red toca no ZEPPELIN, atendendo aos incessantes pedidos na Mila e do Marcelo. A apresentação rola na sexta, DIA 17. E concluindo, essa volta as origens da Red, chegamos até a sacada do CHALLENGER, dentro do projeto BLUES NA SACADA, apresentação ao ar livre, ÀS 5 DA TARDE, DOMINGO, 26 DE OUTUBRO. Aí surgem alguns questionamentos: Será que essa formação seguirá adiante? Como ficará a Red em sua atual formação? Bom, só o passar dos dias dirá o que teremos pela frente. Mas certamente será no mínimo divertido reviver aquele espirito de 4 anos atrás. Espero encontrar um público satisfeito e perceber nossas faces risonhas refletidas nos olhos desse povo.

No blog você pode baixar os dois discos da RED. Pesquise nas postagens de setembro. Segue abaixo link de três canções resgatadas desse repertório antigo, que estarão nas próximas apresentações da Red House Revisited, ou baixe o disco completo Demo Wood (2006) - projeto inacabado da Red House no último link do post.



3 comentários:

  1. Ola Marcio!

    Muito legal o teu blog. Cheguei até ele através da Clarissi Pipi, de quem sou fã local, literal e literatura'lmente hehe. Gosto dos textos dela... Teu blog parece bem recheado de conteúdo... Ah, e com alto teor musical (coisa importantíssima hoje em dia!) Agora não vou poder ler e navegar por ele, mas já está entre os meus favoritos lá no meu endereço http://www.soriano.eng.br/blog
    Se puderes, apareça por lá!

    Um abraço e sucesso sempre!

    Marcelo Soriano

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  2. marcio eu acho que tu tá zuando demais e tu também tá virando estrelão, aliás teu peito tá ficando saltado pra fora igual ao de uma pomba, hehehehehe
    feito xauri-sangue-truta-sauro...saulo

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  3. Pustaqueospa!!! Essa notícia é muito boa! Eu já te disse que a Red House é 3 das minhas 10 bandas favoritas, né? Então, é disso que eu falava! Quando as bandas que a gente gosta vão trilhando o seu rumo, crescendo e evoluindo (e a Red House 3.0 é sensacional) a gente sempre fica com uma pontinha de saudade de como as coisas eram antes mas sabe que é sempre complicado voltar a ser o que era sem perder o que se é agora. Ter a Red House 2.0 e a 3.0 tocando por aí concomitantemente seria perfeito! Vou tentar dar um nó no espaço-tempo e pintar em Silveira.

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