LOVE IN VAIN: FALTAM 26 DIAS PARA VER OS ROLLING STONES EM PORTO ALEGRE

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Além de “levar o músico norte-americano Ry Cooder para todos os lugares que conseguia levar”, Keith Richards o escoltou até o Olympic Sound, lendário estúdio de Londres, numa primavera inglesa de 1969 para que tocasse o bandolim com toques country/western para “Love in Vain”, de Robert Johnson. Essa gravação é um dos destaques do álbum "Let It Bleed" (1969). 
Robert Johnson

O blues original foi gravado em 1937, alguns meses antes da morte de Johnson aos 27 anos, supostamente causada por beber uma garrafa de bourbon batizada com veneno de rato, obra de uma marido ciumento que pegou o músico flertando com sua mulher. Essa é uma das lendas.

Ry Cooder




Uma curiosidade: Ry Cooder, que atuou como músico/coadjuvante de estúdio dos Stones no final da década de 1960, depois ficaria famoso como autor das trilhas sonoras de filmes como “Paris, Texas” (1984) e “A Encruzilhada” (1985), sendo também responsável por reunir artistas cubanos no projeto “Buena Vista Social Club”.  Alguns estudiosos da música do Stones dizem que foi Ry Cooder que inspirou Keith Richards no riff de “Honk Tonk Women”. 

Keith teria pescado a ideia ouvindo Ry enquanto passava som como sua guitarra, durante uma das sessões de estúdio dessa época.

A versão de "Love in Vain" dessa postagem foi extraída do filme “Gimme Shelter” (1970), dirigido por Albert, David Maysles e Charlotte Zwerin. O registro captura a apresentação da banda no Festival de Altamon, meses antes na Califórnia. A sequência em câmera lenta com Mick e o público em destaque é a grande sacada dos realizadores. Nunca mais o público ficaria tão colado a banda. 

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