Mês do Rock - Praça Saldanha Marinho, Sábado, 15 de Julho de 2017

Fotos: Márcio Grings (Sansung J5)
No palco - Litoral Mente, Velha Cortesã, Finita, Transneptunia, Spit e Human Plague


Sábado com clima de verão e de muito rock local neste sábado na Praça Saldanha Marinho. É o projeto Mês do Rock, uma realização da Grings Tours - Produções e Eventos, com captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, e que toma conta do Centro da cidade revelando a força da cena autoral daqui.

Durante os shows ao vivo, o evento conta com apoio da Prefeitura Municipal e da Corsan. Hoje (domingo), às 14h, se apresentam Alcoolfalantes, Os Robsons, Inseto Social, Furia Rockpaulera, Camaleão & Os Bichos do Mato e Vespertinos. O encerramento é como Pylla C14, banda de Pylla Kroth, artista homenageado da edição 2017. Mesmo com o chuva o evento será realizado, pois há estrutura coberta para abrigar a audiência.

Vale lembrar que uma das intenções do projeto também busca um caráter solidário. Quem quiser fazer doação para a Campanha do Agasalho 2017, pode levar sua contribuição até a veículo/ponto de coleta, que está estacionado ao lado do palco principal do evento.

O promotor cultural Paulo Zé Barcelos, criador do Morrostock, festival que retorna a Santa Maria em dezembro, é o responsável pela apresentação das bandas e atua como hiperativo Mestre de Cerimônias, muitas vezes circulando pela Praça e interagindo com o público. Vale lembrar que uma das bandas que se apresentam neste final de semana na Praça, será escolhida para tocar no Morrostock.

Litoralmente. Foto: Márcio Grings
No sábado, as 13h57min, a tarde abre em clima de reggae, ska e outros mach-ups, a cargo da Litoral Mente e seu som com ingredientes de ativismo e enlace com a cultura pop. "Minha religião é ouvir som / E no céu onde eu vou curtir / Encontrar Bob Marley e Champignon / Chico Science, Chorão e Bradley", diz o vocalista Ricardo Mônego, o Dead, em "Religião", dando a letra das fontes em que o grupo busca suas referências. "Um reggae coerente e muito bem executado", na opinião de Paulo Zé.

Velha Cortesão. Foto: Márcio Grings
Na sequência, chance de ver o som encardido da Velha Cortesã, quarteto local que promove uma aliteração do rock dos anos de psicodelia e referências pontuais ao rock brasileiros dos anos 1970. É durante a apresentação da Velha que o público começa a aumentar consideravelmente na Praça Saldanha Marinho. Enquanto isso, o grupo apresenta as canções de "O Show do Fim do Mundo", seu EP de estreia, além de novas músicas.  

Finita. Foto: Márcio Grings
A terceira banda da tarde surge no palco com pinta de banda gringa. A Finita aproveitou o Mês do Rock para apresentar "Ascension", seu novo single. Destaque para a vocalista Luana Palma e sua incrível capacidade de misturar o canto lírico com o traquejo do metal gótico, além de alternar sua execução com o estilo gutural. A banda arrancou aplausos efusivos da plateia e saiu do palco como um dos destaques do primeiro dia de MDR na Saldanha Marinho.

Transneptunia. Foto: Márcio Grings
17h50. e apresentador Paulo Zé avisa: "Sim, temos gaita", em resposta a alguém da plateia que pediu atrações com acordeom ou reclamando não haver referências regionalistas. E a Transneptunia mostrou seu cruzamento entre regional, progressivo e fusion, com o vocalista e tecladista Sávio Werlang, se arriscando na gaita ponto. Foi o que vimos em "Teiniaguá", tema espelhado em lenda de João Simões Neto, e elo entre o gauchismo urbano e temas envolvendo mundos desconhecidos.

Spit. Foto: Márcio Grings
Logo depois a Spit, uma dos grandes pilares do som pesado local, mostra no palco do MDR toda a sua força. É quando a plateia em frente ao palco resolve se soltar e promove o seu mosh, ondulando com o peso das músicas do grupo. É também o momento em que percebemos a qualidade sonora do evento, com técnica a cargo da Neron Som. Sob o comando de vocalista (e Reverendo) Fabrício Furia, impossível não bater o pé com a força das guitarras de Márcio Arend e Luciano Schirmer.

Human Plague. Foto: Márcio Grings
18h55, e já com a Praça Saldanha Marinha apinhada de gente. o primeiro dia de Mês do Rock com shows ao vivo tem seu encerramento com a Human Plague. O grupo sacudiu a noite santa-mariense com um death metal pesadíssimo (veja no vídeo abaixo). O quarteto prepara para breve seu CD de estreia, mas dá pra perceber que os temas cantados pelo vocalista Dayvison Zambiazzi já encontram eco nos fãs locais.

Confira os momentos finais da Human Plague no palco do MDR. Neste domingo tem mais!

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