10 motivos para não perder o show de Roger Hodgson

Divulgação Facebook RH
Membro fundador do Supertramp faz em show no próximo dia 21, em Porto Alegre

O Supertramp pertence a uma casta rara do rock. Em pouco menos de uma década, produziram uma obra única no espectro dessa atuação. Você ouve Supertramp, identifica o característico piano Wurlitzer, e sabe o que está escutando. O auge aconteceu no álbum "Breakfast in America", quando o quinteto ganhou dois Grammys e chegou aos topos das paradas de todo o mundo. Sua música tomou conta das rádios na virada da década de 1970/80, colocando-os na posição de uma das bandas mas celebradas daquele período.  

Atualização em 16/3 - ouça o que Roger Hodgson tocou até agora (Buenos, Aires, Montevidéu e São Paulo).

 
Por outro lado, o grupo ficou estigmatizado como um promotores do cruzamento entre o progressivo e o pop. Levanto em conta o viés promíscuo dessa relação, pop demais para alguns, como se essa incursão bailasse em algum desvio rumo a descaracterização artística no malfadado hall do 'lugar comum'. Há controvérsias...



Ao meu modo de ver, é justamente o contrário, pois essa ponte entre o prog e o pop que estabilizou a onipresença do Supertramp nas FMs da época, tornou o grupo um dos mestres desse cruzamento. O resultado foi essa enxurrada de hits do mais alto calibre que, convenhamos, é algo extremamente difícil de encontrar nas rádios de hoje. E o principal responsável por todo esse sucesso, criador de grande parte dos clássicos da banda inglesa, Mr. Roger Hodgson, auxiliado pela sua atual banda, se apresenta no próximo dia 21 de março na Capital gaúcha. O show terá como palco o Pepsi On Stage (Rua Severo Dulius, 1995).


Não que isso seja necessário, mas vamos colocar aquela pilha e dar um empurrãozinho final nos indecisos. Enumeramos aqui 10 motivos para não perder a “Breakfast in America Tour 2017”, digressão que marca a nova passagem de Roger Hodgson pelo RS.

01 – COMPOSITOR CONSAGRADO

Por mais que Rick Davies - também vocalista, instrumentista e membro fundador do Supertramp - contribuísse com vários temas, foi Roger quem assinou a maior parte da material de sucesso no Supertramp. A dupla tinha um acordo ao estilo Lennon/McCartney, ou seja: mesmo que Roger fosse o responsável pela composição (ou vice-versa) os dois assinavam a música. Só que o detalhe contra Davies nesse acordo é que a avassaladora maioria das canções do grupo é da autoria de Roger, que hoje se diz arrependido em ter formalizado esse ‘pacto’. O Supertramp sem Roger soa insosso, desfigurado. Por mais que Davies seja responsável pela variante menos pop e ao longo de sua trajetória também tenha composto uma série de temas memoráveis, é justamente o equilíbrio entre os dois que formava essa força única. E sem Hodgson, o desiquilíbrio veio a tona. Além do mais, Davies se recupera de um grave problema de saúde e o grupo atualmente vive um limbo de quase dois anos fora da área. É Hodgson que representa o legado da banda.    

  
02 – MAIS PRÓXIMO DO SOM DO SUPERTRAMP

Roger Hodgson saiu do Supertramp em 1983, logo depois de “Famous Last Words”, LP que traz o superhit “It’s Raining Again”. O grupo seguiu sem Roger, mas sua voz singular nunca encontrou uma interpretação à altura. Em suma, se você quer reviver o espírito daquela época, a melhor forma é assistir Roger Hodgson ao vivo. 

03 – CANÇÕES NO INCONSCIENTE  COLETIVO

Mesmo que você não seja grande conhecedor do Supertramp, é muito provável que conheça várias músicas. Eu diria mais, se tiver mais de 30 anos, é quase impossível não sair com exclamações do tipo: “Ah, claro que conheço esse som!”



04 – CARREIRA SOLO

E pra quem pensa que Roger se vale apenas de seu trabalho com o Supertramp (mesmo que pra nossa felicidade elas realmente sejam a maioria), você pode estar enganado. Hodgson lançou três álbuns solo de estúdio:  “In The Eye of Storm” (1983), “Hai Hai (1987) e “Open The Door” (2000). Músicas desse período também devem pingar no espetáculo.  Entre minhas favoritas, seria uma grande alegria ouvir “You Make Me Love You”, hit que tomou conta das rádios no final da década de 1980.  

05 SETLIST

Com todos esses ingredientes, o somatório é um setlist arrasador. Sucessos como “Give a Little Bit”, “The Logical Song”, “Dreamer”, “Breakfast in America”, “A Soap-box Opera”, "Fool's Overture", para citar apenas algumas, são peças garantidas da noite.



06 ROGER COMEMORA ANIVERSÁRIO

Sim, no mesmo dia que toca em Porto Alegre, o músico completa 67 anos. Se a noite também deve ser especial para o grande protagonista do espetáculo, quem ganha o VERDADEIRO presente é o público gaúcho.

07 FORMATO DO SHOW

Em outras passagens, muitas vezes Roger tocou solo, apenas acompanhado de violão e piano. Claro que também é um formato interessante, mas muitas vezes os arranjos ficam um tanto áridos e sentimos falta de uma base musical mais forte. Dessa vez, ancorado por um quarteto, além do piano, sua guitarra também aparece em canções como "School", ou seja, as canções soam mais próximas aos arranjos originais. É som batendo forte no peito. Roger, que atualmente mora nos Estados Unidos, vem ao Brasil acompanhado do músico canadense Aaron MacDonald (saxofone, clarinete, harmônica, teclados e voz) e de três americanos - Armen Chakamakian (teclados e voz), David Carpenter (baixo e voz) e Brian Head (bateria)


08 UM ARTISTA EM FORMA

Mesmo após mais de trinta anos de sua saída do Supertramp, Roger desafia o teste do tempo e continua com a mesma eficiência vocal e qualidade de interpretação. Perfeccionista, não abdica de longos e exaustivos ensaios para se aproximar da excelência artística. Seus shows são famosos pela qualidade de entrega ao expectador. Certamente veremos uma grande performance.

09 AINDA HÁ INGRESSOS

Faltando poucos dias para ver a “Breakfast in America Tour” na capital gaúcha, ainda há ingressos à venda. Compre pelo LINK



10  – INDECISO SE VAI OU NÃO VAI?

Depois você vai ler a resenha do espetáculo no site da Grings Tours, ouvir os comentários dos amigos, ver a repercussão na internet e aquela pergunta vai surgir no seu íntimo: “Por que não fui ao show?”. Eu não tenho a mínima ideia.

Comentários