Um emocionante olhar sobre o poder da música



Já falei isso um milhão de vezes: “Ouvir música é uma atividade muito mais complexa do que imaginamos”. Eu digo boa música, é claro! Acabo de ver um dos filmes mais bacanas dos últimos tempos. Não segurei a ansiedade e baixei o troço antes de chegar aos cinemas e locadoras.  “A música nunca parou (The Music Never Stopped - USA - 2011”, está ambientado primeiramente nos anos 1960, e conta a história de Henry (J.K. Simmons) e Gabriel (Lou Taylor Pucci), pai e filho com pensamentos opostos quanto a gostos musicais, política e a Guerra do Vietnã. 

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Depois de uma briga, Gabriel mergulha de cabeça na contracultura da época e eles perdem contato. O filho é reencontrado quase 20 anos depois com um sério tumor benigno no cérebro. Após a cirurgia, ele fica em um estado semi-vegetativo, não conseguindo dialogar e fazendo associações livres com as palavras. Seu futuro ganha esperança apenas com a chegada da musicoterapeuta Dianne Daley (Julia Ormond), que além de criar vínculos e “acordar” Gabriel, traz à tona a antiga crise entre pai e filho. Vale lembrar que grande parte do que vemos na tela é baseado em fatos reais – o que torna a trama mais emocionante e autêntica.



O filme é repleto de momentos emocionantes, mas a música acaba sendo a chave para a reaproximação entre pai e filho. Canções de Crosby Stills and Nash, Bob Dylan, Simon & Grafunkel, The Tulips e muita coisa do Grateful Dead, banda preferida de Gabriel, são esmiuçadas de significância pela visão apaixonada de ambos os protagonistas. Confira o tracklist completo. E um dos momentos mais bonitos do longa acontece justamente quando pai e filho assistem juntos um concerto do Dead. Lembrei de uma crônica que fiz sobre uma das principais canções do filme - "Uncle John's Band", primeira faixa do lado A de "Workingman's Dead", um dos álbuns caipiras da trupe de Jerry Garcia. Leia aqui

Confesso: fui as lagrimas na parte final. Essa aí debaixo 'tá na trilha. É um dos grandes momentos do filme.   

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