25 de Novembro, Santa Maria Canta Pylla no Theatro Treze de Maio

Ilustração: Fran Cullau. Arte cartaz: Diego De Grandi
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Imagine alguém a frente de uma banda de rock por mais de trinta anos. Fácil, né? Claro que não. Isso não é fácil em lugar algum. Não é moleza em Nova Iorque ou Los Angeles, o mesmo pode acontecer em Londres ou Berlin. Dificultando um pouco mais, imagine esse protagonismo aqui na América do Sul? Por exemplo, bandas/artistas que sobrevivem ao teste do tempo em São Paulo, Rio, Porto Alegre ou Buenos Aires. E se nós reduzirmos a um recorte geográfico ainda mais específico, falando por exemplo de Santa Maria – RS? Bem, assim verdadeiramente essa permanência e ação artística passa a ser uma atividade movida por uma dose ainda maior de sangue, suor e lágrimas...

Chegamos então até Pylla Kroth, mais de meio século de vida e mais de trinta dedicados ao rock. Depois de passar por bandas locais lendárias Thanos, Fuga (com a qual gravou dois LPs) e 220 Volts, desde o início dos anos 2000, o artista mantém uma carreira solo que ainda inspira e cativa novos fãs. Quem vive na Região Central (e até mesmo no Norte do Estado e além fronteiras), sabe: o homem é uma lenda. Seja pelo ativismo e até mesmo pelas suas contradições ou idiossincrasias, não há como imaginar o rock de Santa Maria sem a sua presença. 

Pylla C14 em sua atual formação. Foto: Ernesto Sacchet
E essa homenagem, em vida, e sem Pylla no palco, mas com sua banda base - a Carbono 14, e uma série de convidados, a maior lenda do rock local ganhará  dia 25 de novembro, um sábado, às 20h, no Theatro Treze de Maio. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Theatro - antecipados, estudantes, idosos e sócios do Theatro, R$ 15. Além da banda base comandada pelo sobrinho Leo Mayer (que também faz a direção musical do projeto), a C14 tem na sua formação Marcelo Sartori (baixo) e Cezar Nogueira (bateria), mesma escuderia que gravou o último álbum de Pylla "Lá de Volta Outra Vez" (2016). E para interpretar sua obra, desde os primórdios com a Thanos, passando pelo sucesso com a Fuga, os anos com a 220 Volts, chegando até sua carreira solo, um super-time de cantore(a)s locais foi montado. São eles (por ordem alfabética): Adriano Zuli (Geringonça), Deborah Rosa, Fabrício Furia (Spit), Gustavo Borges (Guantánamo Groove), Luana Palma (Finita), Lennon Scharcz (Memphis) Pinttoo, Renato Molina (Magical Mystery Tour), Rodrigo Cezimbra (Hurricanes) e Vinícius Brum (Rinoceronte).

Relembre o clipe de "Visão Turva", faixa de abertura de "Lá de Volta Outra Vez".


Para 2018, entre a atividade semanal como cronista do site de Claudemir Pereira (que certamente irá virar um livro), Pylla já prepara os próximos passos para colocar nas prateleiras o sucessor de "Lá de Volta Outra Vez". Sobre "Santa Maria Canta Pylla" ele nos avisa por telefone: "Vou fazer como o Led Zeppelin fez quando foi homenageado pelo Presidente Barack Obama na Casa Branca - irei de terno!! Traje da gala para uma noite especial", revela. Uma curiosidade: a ilustração do cartaz é da esposa do cantor, a artista plástica Fran Cullau, que criou a imagem inédita para o evento. 

Com produção executiva da Grings - Tours, Produções e Eventos, "Santa Maria Canta Pylla" é uma das pontas do projeto "Treze: o palco da cultura", com captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.   

Relembre um trecho da passagem da Pylla C14 pelo Theatro Treze de Maio em Julho de 2016, durante o lançamento de "Lá e Volta Outra Vez".

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